O Poder do que Falamos - A Mudança Começa em Mim

Minha esposa e eu ministramos a casais e pessoas que necessitam de cura emocional. É frequente encontrarmos pessoas com o coração ferido por algum acontecimento. Algumas vezes foram atitudes de um ou de outro, até de ambos, que os jogaram numa situação de crítica e rancor.

Para resolver isso, só o perdão mútuo. Tudo aquilo que nós confessamos nós nos comprometemos. Ao confessar seus atos e sentimentos, comprometeu-se em fazer diferente. Foi assim com José que confessou seu sonho à família e firmou sua fé e o seu futuro.

Entretanto, o perdão resolve a questão, diria, em 90% dos casos, pois sempre existe alguns para os quais parece não surtir o efeito esperado.

Nestes casos, quando vamos mais a fundo para identificar porque não resolveu para eles, descobrimos que uma das razões é que não falaram tudo que devia ser falado, ou seja, guardaram algumas ofensas ou atos consigo mesmos e não alcançaram a vitória, o que demonstra falta de sinceridade.

Outra razão para isto é que simplesmente não creram no perdão que foi pronunciado. É como alguém que acabou de receber a Cristo em seu coração e não tem certeza se seus pecados foram perdoados. Ora, a bíblia diz que são perdoados, portanto é necessário ter fé, crer, senão seremos incrédulos.

Temos que fazer a nossa parte. Tudo na vida precisa ser balanceado. O arrependimento é contrabalançado pela fé, o ato de crer pelo de receber, a ternura é harmonizada pela firmeza. Tudo na vida precisa ter equilíbrio.

Logo, as palavras que proferimos são uma expressão de quem somos. A nossa vida é feita de escolhas e construída a partir das palavras que falamos.

Em nosso país temos falado que todo mundo é corrupto, o que tem levado muita gente de bem a corromper-se. Esta palavra tem feito estragos em nossa nação e em nosso povo. Todos parecem apenas querer tirar algo para si não se importando com o outro. E fazemos isto nos negócios, nos relacionamentos, com Deus e com quem nos cerca.

As palavras podem criar coisas boas ou más. Elas podem edificar ou destruir.

Sempre que cremos em algo que falam para nós, seja bom ou ruim, aquela palavra nos leva àquilo que foi falado. Ou ainda, quando que falamos/confessamos algo com a nossa boca, faremos aquilo. É notório quando aconselhamos pessoas que falaram:

— Nunca serei como meu pai!

Fatalmente fará as mesmas coisas e quando perceber se encontrará na mesma situação, feito refém da sua própria boca. Mas se esta mesma pessoa perdoa seu pai e confessa, seguirá sua vida em paz.

Quando você tem um sonho, confesse-o a quem ama. Estes virão te apoiar com palavras, receba estas palavras com fé e coloque-se em marcha em direção à concretização do sonho.

Foi assim que Deus fez comigo quando, em torno dos 13 anos, disse que queria dominar a arte de construir um computador, algo impensável no interior do estado do Paraná na década de 70. Minha família me apoiou e aos meus vinte anos havia concretizado este sonho.

José também confessou à sua família, que neste caso não deu crédito, mas ele não deixou a descrença descer ao coração e continuou sua caminhada e concretizou seu sonho.

Deus vai fazer o mesmo na sua vida, declare o sonho que Deus lhe deu, envolva-se com ele e se tornará realidade, independente da situação à sua volta.

PARA EXERCITAR

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Ética Moral - A Mudança Começa em Mim

Colossenses 1:13 - "Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,"

Toda a Palavra de Deus está repleta de informações de que existem dois reinos, o das trevas e o da Luz ou reino de Deus.

Cada um destes reinos possui sua própria lei e organização, seus costumes e tudo que está associado a um povo e reino.

A Palavra nos informa sobre como devem se comportar aqueles que são do reino da Luz, mesmo que estejamos vivendo na vida física bem no meio do reino das trevas.

O apóstolo diz que somos como que embaixadores de Cristos aqui na terra. E se fizermos uma análise de como se comportam os embaixadores quando são enviados a outros países, saberemos que eles procuram manter a sua cultura e costumes.

Também sabemos que um povo possui uma cultura e costumes que costumam estar muito arraigados no seu meio, e que seu governo costuma ser a soma de tudo isso.

Por isso não é de estranhar o episódio que ocorreu esta semana e a conclusão da mesma.

Para quem não soube, uma grande loja errou no preço da etiqueta da Smart TV Samsung de 55 polegadas e ofertou por apenas R$279,00, mas claro que à vista, podia-se parcelar em até 24 vezes. Este produto custa normalmente entre R$ 2.700,00 e R$ 3.500,00.

Estava claro que havia um erro humano na gravação do preço na etiqueta. E ai vem o dilema moral, devo comprar ou não?

Ora, se somos participantes do reino da Luz, o conveniente seria informar ao lojista do problema, sem esperar nada em troca, pois o galardão é recebido nos céus.

Mas não foi o que ocorreu, pois compraram o item e em outro caso semelhante chegaram a comprar mais de um item para revender. Em ambos os casos fizeram valer seus direitos como consumidor.

O PROCON foi chamado e fez valer o direito dos consumidores.

A alguns anos atrás foi cunhado o termo Lei de Gerson, justamente para nomear este tipo de atitude, ou seja, levar vantagem em tudo.

Nem preciso explicar que esta atitude está disseminada na nossa cultura e país. Temos observado uma tremenda inversão de valores em curso na nossa sociedade.

Ser errado é bom e ser certo é ruim. Se você é correto, honesto e integro é chamado de bobo pelos demais. A atitude do cidadão em que em muitos países é esperada, aqui é indesejada.

É por isto que temos recebido uma enxurrada de noticias falsas toda semana, com alguém sempre querendo tirar alguma vantagem nisso.

Claro que nenhuma loja está a salvo de gerar um preço errado, ou melhor, ninguém está a salva de cometer um erro, mas o temor de Deus, ou ao menos o bom senso e a integridade deveriam nos conduzir a uma atitude melhor.

Não é a toa que temos o governo que temos, é a soma de tudo que somos como povo, é a soma de nossa cultura e atitudes.

Soube que este caso através das redes sociais acabou chegando no exterior, conforme assim noticiado pelo jornal online Diário do Brasil que traduziu o comentário de uma rede de notícias:

“Brasileiros reclamam que são roubados pelos políticos, reclamam que seus impostos são os maiores do mundo, reclamam que o país não oferece empregos e oportunidades, enfim, reclamam de tudo […] e quando eles têm a oportunidade de colocar a cidadania em prática, querem passar os outros para trás. Esse caso da TV que foi anunciada com o preço errado reflete bem o caráter de um povo. Eles merecem o governo que têm”

 

Amados, no tempo de reis infiéis, todo o povo de Israel sofreu. Já passou do tempo de clamarmos a Deus por uma mudança de costumes em nosso país.

Assim, devemos iniciar vivendo como filhos do Reino da Luz, para onde fomos transportados por Jesus através da salvação pela morte na cruz.

E isto pressupõe agirmos de maneira diferente, sendo sal e luz neste mundo.

Que o bom Deus nos auxilie nesta jornada de saudável transformação do seu povo e de nossa nação.

Somos Seres Sociais - A Mudança Começa em Mim

Deus nos criou como seres sociais, o que implica me relacionamento com as demais pessoas. Um ermitão não vive sozinho por muito tempo e sequer foi concebido desta forma, mas através da união de um homem e de uma mulher.

Esta nossa característica tanto nos é benéfica quando nos relacionamos com Deus e boas pessoas, quanto desastrosa quando nos relacionamos com as pessoas erradas.

Quando aconteceu aquele episódio de Watergate nos Estados Unidos, envolveram-se políticos e empresários, que a princípio possuíam bom caráter, mas este foi corroído pelo grupo, pois abdicaram de seus valores em prol do grupo e a pedido do líder.

Isto significa que muitas vezes deixamos o ambiente externo nos influenciar e mudar aquilo que consideramos certo. O fato é que nós mesmos valorizamos as pessoas ímpias de sucesso e desvalorizamos aqueles que estão tentando incutir em nós os bons valores cristãos.

Em todas as organizações é a mesma coisa, delegamos cargos de confiança a homens que possuem talento e capacidade, mas nos esquecemos de verificar se sua conduta é íntegra.

A fidelidade é o alicerce em que devemos fundamentar nosso caráter, nossa família, nossos negócios e a igreja. O único requisito de Deus para nós é a nossa fidelidade, o restante ele faz.

Quando falamos em fidelidade, os personagens bíblicos que se sobressaem agem exatamente assim, como é o caso de José. Atualmente valorizamos mais a aptidão do que o caráter. José tinha um relacionamento com Deus que falava com ele desde muito novo através de sonhos.

A vida de José foi cheia de momentos críticos, e ele manteve o relacionamento com Deus, não se rebelou e tampouco perdeu seus valores, mas sofreu até prisão por manter sua fidelidade e comunhão com o Nosso Pai.

A capacidade de ouvir a Deus não tem a ver com a idade, mas com nosso relacionamento com Deus. A única forma de aperfeiçoarmos nosso caráter e mantermos nossos valores é quando nos relacionamos com o mundo mas balanceamos com o ouvir o Espírito Santo. Este sim irá nos influenciar para sermos melhores todos os dias.

Os irmãos de José não mantinham um relacionamento com Deus, pois seu pai falava a todos sobre o que havia acontecido a Isaque e Abraão e de como Deus os havia abençoado. Somente José escutou, entendeu e aplicou na sua vida. A geração atual gosta muito de ouvir, mas pouco de aplicar.

Estes dias falava com uma pessoa que fez uma cirurgia bariátrica por questões de saúde. Seu organismo agora não consegue absorver todos os nutrientes que necessita, obrigando-o a ingerir um suplemento alimentar com vitaminas.

Quer dizer, não importa o quanto ingerimos de alimentos, o que importa é quanto absorvemos dele. Se lemos ou escutamos a Palavra e não a absorvemos, ou seja, aplicamos em nossas vidas, de nada adiantará, seremos gordos de conhecimento e raquíticos de caráter.

É assim que se encontra nossa nação nos dias de hoje após ir atrás de tantos maus líderes que estão por aí. O que é necessário é nos submetermos, em humildade, ao maior dos líderes, Jesus Cristo. Somente Ele, através do Santo Espírito pode nos orientar e dar vitória.

Relacione-se com Ele e veja a benção que virá sobre você.

PARA EXERCITAR

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A Personalidade do Líder Permeia a Organização - A Mudança Começa em Mim

A história tem muito a nos contar sobre um povo e suas realizações, sendo que os povos, em geral, costumam manter sua orientação inicial.

No caso de Israel, sempre que teve um líder temente a Deus, seguiu suas orientações e foi bem sucedido. Por outro lado, sempre que teve lideres que não seguiam as orientações divinas, sofriam eles e todo o povo.

É certo que o povo sofria porque também desrespeitava a Deus, pois ao lermos os relatos bíblicos, observamos que o povo seguia aquilo que o rei fazia. Observamos, então, que o povo segue a orientação daquele que é soberano sobre ele.

Do ponto de vista espiritual é como se houvesse um tipo especifico de domínio espiritual sobre aquele líder e, por conseguinte, sobre o povo.

Isto ocorre ainda hoje em todo o mundo. Vejamos os Estados Unidos, por exemplo. Ele foi formado por colonizadores que se mudaram para lá em busca de uma vida melhor numa terra de oportunidades. Foram para lá todo tipo de pessoas, mas também muitos cristãos perseguidos em busca de uma terra em que houvesse liberdade de culto.

Para cumprir o seu propósito, se espalharam por todos os lugares da nova terra com uma grande sede de conquistar e vencer. Vemos toda a corrida pela povoação do oeste americano e a conquista dos espaços. Tudo que ganham naquela terra é direcionado para investir ali mesmo.

Até hoje este pais mantém esta orientação, pois está presente culturalmente em todos os lugares e sua moeda, o dólar, é usada no comércio internacional.

Esta cultura, ou forma de agir, está impregnada naquele povo de uma forma tão forte, que podemos dizer que há algo superior a eles que os orienta e dirige.

Por outro lado, quando observamos nosso Brasil, ele foi formado por pessoas que tinham interesse em ganhar mais, ampliar suas posses e domínio.

Desde o inicio da nossa colonização o objetivo foi retirar as riquezas da terra e enviar a outros, empobrecendo o país. As pessoas foram enviadas à força para cá no início da colonização. Eram pessoas indesejadas no país de origem, enviadas a um lugar de onde não podiam fugir. Acrescentaram-se a estes os negros africanos, escravizados para que pudessem auxiliar na exploração do novo espaço.

Esta cultura está tão impregnada no nosso povo, que observamos em boa parte dele o desejo de querer para si o que é dos outros, tirar vantagem, levar o que não é seu.

Numa viagem a serviço para o Rio de Janeiro, estava no meio do trânsito e fiquei batendo papo com o taxista a respeito do Brasil. Ao final ele arrematou com esta frase:

— A solução para o Brasil é cobrir e descobrir de novo! E por um povo diferente, quem sabe os Holandeses, Franceses ou Alemães - disse ele.

Dei risada pelo trocadilho, que na verdade ilustra muito bem este assunto.

Portanto, ao observamos um grupo de pessoas, seja uma sociedade, seja um país, seja uma religião, podemos entender o que move aquele grupo de pessoas.

Grupos em que o objetivo é enriquecer o líder, outros em que o objetivo é matar pessoas e outros em que é fazer o bem.

Cobrir e descobrir um país ou um povo não dá, mas é possível mudar a autoridade que está sobre você.

É por isto que Jesus disse que seu Reino não é deste mundo, e que os participantes do Seu Reino também não o são. O Reino de Cristo é eterno e baseado no amor e todos que são dele devem ser como ele.

Deus Pai, num gesto de profundo amor pelo gênero humano, enviou seu único filho para morrer, nos resgatar e estabelecer um Reino de fé e de amor.

Crença na Sua morte por nós e exercício do mesmo amor, a ponto de resumir tudo que já havia sido escrito em dois mandamentos centrados no amor e ainda acrescer que devemos amar nossos inimigos.

A única forma de não sermos dirigidos por qualquer tipo de orientação física e espiritual que não provém de Deus, é nos tornarmos participantes do Seu Reino e vivermos de acordo com sua orientação, direção e governo.

PARA EXERCITAR

O cliente (sempre) deseja experimentar algo novo

Hoje quase tudo que foi escrito sobre ficção está se tornando real. Muitos inventos se transformaram em produtos com a capacidade de mudar o varejo, tornando-o mais eficiente.

Atualmente, o varejo concilia ferramentas que trazem ao Ponto-de-Venda informações que antes não eram utilizadas. Estes dispositivos propõem novas soluções às questões como: estoque atualizado, aumento nas vendas, otimização da operação, etc.

Creio que muitos viram a ação Espelho Mágico – como uma marca resolveu o problema do alto volume de tênis em exposição, mantendo apenas os tênis pretos na vitrine. Assim, o cliente experimentava apenas o item exposto e, em um espelho, eram projetadas cores e modelos variados. Após a escolha, bastava efetuar o pagamento e retirar o modelo escolhido. Com roupas é a mesma coisa. Um sistema captura a imagem do cliente, calcula suas proporções e, em uma tela, é possível ‘experimentar’ a roupa desejada.

Supermercados podem utilizar câmeras que monitorem o tráfego e determinar o caminho mais usado pelos consumidores, priorizando a disposição dos produtos e direcionando as ações.

Essas tecnologias proporcionam ao cliente uma experiência diferente, que torna-se referência, fazendo com que mais consumidores queiram conhecê-la. Os ganhos virão, e quem demorar para investir, ficará para trás.

Para os consumidores que não forem alcançados por esta propaganda, o varejista terá que usar outros meios, o chamado cross channel. A web é um exemplo. E não estou falando do comércio eletrônico, mas o uso de, por exemplo, apps que permitam conhecer a loja sem estar nela fisicamente.

Hoje ainda são poucas as iniciativas desse tipo. Conheço poucas redes que praticam esse conceito, pois normalmente julgam esse cenário como uma competição: lojas físicas versus lojas virtuais.

Essa é uma visão equivocada. Se entendermos que cada canal nos traz vantagens, entregaremos mais ao nosso cliente. Se houver sucesso na implementação de múltiplos canais, o cliente será alcançado pela marca/loja tanto se estiver nela fisicamente como se for através da web.

O fato é que isso exige investimentos no curto prazo e a maioria prefere agir reativamente, aguardando que “dê certo” para entrar, ou continuar esperando ganhar o máximo no formato atual de loja.

Mas a tecnologia está expandindo rapidamente e as lojas estão mudando. É importante investir para manter o negócio alinhado com o mercado, sob o risco de engrossar a lista das empresas que perderam espaço e clientes.

Luis Luize é especialista em tecnologia para o varejo da Bematech

Publicado na Revista Gôndola de Agosto/2013 página 65 e também citado no site da Bematech.

Novo Livro do Cleberton

Meu amigo Cleberton (gaúcho), lançou seu novo livro, você pode obtê-lo na Saraiva ou no XinXii.

Você também pode visitar o Blog dele.

Eu recomendo. Boa leitura!

Os benefícios do Fisco online

Recentemente, o Estado de Santa Catarina alterou o RICMS – Anexo 09 – Emissor de Cupom Fiscal (ECF) – por meio do decreto nº 1.509, de 24 de abril de 2013. Este decreto torna obrigatório o uso do ECF do Convênio ICMS 09/09 a partir de 1º de Outubro de 2013, e, portanto, somente até o dia imediatamente anterior pode-se solicitar o uso do equipamento do Convênio ICMS 85/01. Naturalmente, ao fazer esta solicitação, o contribuinte poderá utilizar o produto deste convênio por ao menos cinco anos, visando assim recuperar seu investimento.

Com este movimento, vemos uma evolução significativa do mercado de automação comercial. Da mesma forma, evolui a atuação do Fisco, que conquista importantes avanços em relação aos dados fiscais obtidos pelo equipamento.

Ao lançar o primeiro ECF sob a égide do convênio ICMS 156/94, o mercado considerou que ter uma bobina de papel com a cópia dos registros de venda era suficiente, já que todos os equipamentos da época, notadamente as registradoras, funcionavam assim.

De fato, foi desta forma por um certo tempo, mas alguns anos depois percebeu-se que, com o uso generalizado do ECF, a geração das bobinas – fita detalhe – era muito grande. Temos informações, inclusive, de empresas que precisaram alugar galpões apenas para armazenar esse material. Agora, se arquivar essa quantidade de dados já é trabalhoso, imagine para encontrar uma informação específica!

Percebeu-se então que a tecnologia empregada não era suficiente para que estes dados pudessem ser enviados ao Fisco, e assim o mercado iniciou as discussões sobre melhorias na tecnologia do ECF, surgindo o convênio ICMS 85/01.

Este novo convênio introduziu a MFD – Memória de Fita Detalhe. Pronto, agora tudo resolvido! – pensou-se – pois as fitas detalhe estavam guardadas em memória. Ainda assim, essa inovação resolveu a questão apenas parcialmente, pois havia obrigações acessórias que enviavam dados ao Fisco, tal como o envio de relatórios detalhados de venda e o famoso registro 60i do Sintegra – voltado aos contribuintes que emitem Cupom Fiscal PDV, Cupom Fiscal ECF e Cupom Fiscal MR  –  mas permanecendo a necessidade de que os dados da MFD precisavam ser lidos, assinados digitalmente e então enviados.

Sendo assim, o convênio ICMS 09/09 identificou e tratou estas questões, adotando o Módulo Fiscal Blindado (MFB), que é o estado da arte em ECF, elevando o varejo e o Fisco Brasileiro a um novo patamar tecnológico mundial, aliado ao Cupom Fiscal Eletrônico. Tudo com muita conectividade.

O MFB é uma espécie de cartucho destacável que concentra todo o hardware fiscal do equipamento, hardware este que é protegido física e eletronicamente, tornando-o bastante robusto e seguro. Esta modularidade otimiza os processos de autorização, cessação e manutenção dos equipamentos.

Este novo equipamento traz também uma grande vantagem econômica e operacional para o varejista, que é a economia de papel, pois com ele não é mais necessária a emissão do bitmap na redução Z diária. Parece ser pouco, mas já vi muitos estabelecimentos com alto fluxo de vendas gastarem bastante tempo na impressão deste bitmap, fora o alto gasto com papel e o problema de armazenamento.

Este convênio ainda definiu um protocolo de comunicação único (ESC-ECF), permitindo que o desenvolvedor interaja com diversos fabricantes de ECF de maneira uniforme.

Devemos salientar que, desde a publicação do convênio da primeira e segunda geração de ECF, até a chegada do ECF ao mercado, passou cerca de um ano. Já para a chegada do ECF da terceira geração com a MFB foi preciso em torno de 36 meses desde a publicação. Isso se deve, principalmente, ao nível de sofisticação da tecnologia empregada, pois o ECF passa a conter, entre outros, um criptochip que assina digitalmente todos os documentos gerados, garantindo a autenticidade dos mesmos.

Enfim, o convênio ICMS 09/09 interliga eletronicamente o ECF com o Fisco, encerrando definitivamente a necessidade de armazenar bobinas impressas ou mesmo grandes quantidades de papel com a impressão dos bitmaps com o resumo das vendas, acrescentando o envio dos dados ao Fisco eletronicamente, por meio de uma interface de rede.

No meu entender, a iniciativa do Fisco quanto a este novo ECF e os movimentos da NFe/NFCe (Nota Fiscal eletrônica e Nota Fiscal Eletrônica para o Consumidor) em um futuro próximo irão convergir naturalmente, pois enquanto o ECF permite ao Fisco a segurança e o envio das informações presentes no ponto de venda, a NFC/NFCe agrega um protocolo de comunicação com o Fisco bastante difundido e servidores de alta disponibilidade para receber e processar estes dados. O grande problema do ponto de vista tecnológico da NFCe é a contingência, caso a conexão com a Secretaria da Fazenda esteja indisponível. Porém, essa dificuldade poderá ser sanada com a utilização do novo ECF. Inclusive o estado do Rio Grande do Norte já vem regulamentando nessa linha. O novo ECF deve se tornar padrão para o varejo num futuro bem próximo.

O Brasil é um dos países mais inovadores nas questões de controle dos tributos na ponta, e por isto, tenho certeza que os diversos órgãos governamentais devem estar neste momento discutindo a melhor maneira de tirar o que há de melhor em cada uma destas iniciativas, avançando no sentido de aplicar o disposto no Inciso XXII, art. 37 da Constituição Federal e consolidar a presença do Fisco no varejo.

Publicado na Revista BPM Brasil em 17/junho/2013

Oferta e Demanda

Os movimentos do uso, oferta e demanda de produtos acabados, partes, peças e tecnologia no âmbito global.

A produção de peças e de produtos desenvolveu-se lentamente. Inicialmente haviam poucas ferramentas, assim como pouco conhecimento para  a produção.

O surgimento dos burgos nas proximidades dos castelos feudais, onde reuniam-se artesãos proporcionou a massa crítica necessária para o crescimento do comércio através da oferta cada vez maior de bens e serviços, se bem que ainda de forma primitiva.

Estes produtos eram feitos sob medida, dado que não haviam modelos pré definidos. Se alguém desejava um produto deveria ir até o local e ser medido pelo artesão que então faria algo sob medida para esta pessoa.

Com a revolução industrial buscou-se a escala de produção, e para tal foram definidos modelos básicos para que houvesse a viabilização da escala e geração dos mercados desta categoria de produto.

Surgiram produtos como o FORD T Preto, e Henry Ford cunho a célebre frase "Você pode ter um Ford T de qualquer cor, desde que seja preto". A indústria da época não tinha condições de diversificar as características do produto ofertado, e naquele contexto, o inovador era um meio de transporte diferente, a cor pouco importava naquele momento.

Em seguida à criação do mercado vem a facilidade de acesso ao produto. Com o aumento da produção os custos tendem a cair e estabilizar em certo patamar, de qualquer modo, este melhor custo traduz-se na facilidade de obtenção do produto.

Com o produto sendo produzido em escala e muitos desejando-o, passa a ser atrativo pensar em desenvolver um produto semelhante. É a difusão do conceito. Muitos novos fabricantes surgem, alguns com produtos inovadores e outros apenas melhorados em relação ao produto original. O produto original se manterá na liderança tanto quanto tenha pensado nos detalhes de uso de seu produto, caso contrário poderá ser facilmente alijado da liderança e eventualmente do próprio mercado.

A difusão do conceito leva à criação de todo um ecossistema que subsiste à partir desta nova indústria que surgiu. A oferta de partes com alta tecnologia por parte deste ecossistema leva a uma nova indústria.

Estas partes podem ser unidas para gerar novos produtos desta indústria, mas agora de uma forma "customizada" (do inglês custom), ou seja, sob medida ao desejo do cliente. Quem sabe, neste ponto da evolução da indústria teremos pessoas que compram partes e levam para casa para montarem seu próprio dispositivo / produto, seja: estante, móveis e até carros.

Portanto, saímos de uma indústria inexistente ou talvez artesanal, para uma indústria que gera produtos padronizados de alta tecnologia, a ponto de podermos voltar ao ponto anterior de produtos personalizados, mas agora num novo patamar de tecnologia, muitíssimo superior àquele anteriormente existente.

Como dizia sobre os carros, iniciamos com o Ford T e hoje temos uma profusão de marcas, modelos, cores e países que desenvolvem e produzem carros. A oferta de peças e de tecnologia é farta, a ponto de que pode-se construir um novo modelo usando blocos de tecnologia ou conceitos aprendidos.

Na computação ocorre algo semelhante. Iniciamos sem computadores, e em 1953, segundo cálculos recentes, tínhamos 10kB de capacidade de memória no mundo todo, espalhados numa meia dúzia de computadores. Em seguia inicia a indústria dos mainframes, computadores imensos que eram usados por grandes corporações e governos, com poucas indústrias a principio. Sendo caros, para usar estes mainframes era necessário um terminal de vídeo que permitisse acesso ao computador e usar um pequeno pedaço da sua capacidade para sua necessidade. Este acesso era restrito a alguns lugares e salas apenas.

Depois de um tempo, surge o PC - Personal Computer. Sua capacidade de processamento inicial era bastante reduzida, mas permitia que outras empresas que as grandes e os governos pudessem ter acesso ao processamento eletrônico. Isto estimula a indústria e um novo mercado se inicia.

Estes PC até recentemente eram usados isoladamente, mesmo nas grandes empresas que os utilizavam para uma função única, seja como proxy, internet services, file servermail boxes e outras atividades específicas.

Com o advento da internet seguida da computação em nuvem, os dados isolados passaram a poder ser usados em outros locais e quebrou-se a barreira de um PC fixo e sem conexão com os demais.

Os dispositivos do tipo PDA, handheld, celulares  e outros de computação móvel colocaram o antigo PC na mão das pessoas e já se fala do óculos para realidade aumentada.

Os PCs agora passaram a ser montados em qualquer lugar e por qualquer pessoa que disponha de algum conhecimento de informática, basta ter acesso às partes de alta tecnologia desenvolvidos em massa em alguma indústria asiática.

Os servidores de dados que eram montados sobre PCs com características especiais, mas ainda PCs, passaram a ter tanta capacidade de processamento que agora usam sua capacidade de maneira compartilhada, executando várias máquinas virtuais dentro de uma só maquina real, o que é chamado de virtualização.

A virtualização nada mais é do que o mesmo método utilizado antigamente nos mainframes, mas agora está difundido em todo lugar, com alta tecnologia, alta capacidade de processamento, com acesso facilitado e a custos acessíveis.

Voltamos ao ponto anterior ou inicial, mas num outro patamar de tecnologia.

Isto é notório na área espacial. Inicialmente apenas dois países conseguiam colocar algum artefato em órbita, e assim foi durante um bom tempo. Havia muita tecnologia e conhecimento envolvidos, o que demanda bastante tempo para assimilá-las.

Hoje, as sondas espaciais e os foguetes possuem uma grande capacidade de carga, podem colocar grandes objetos em órbita, e muitos países dominam esta tecnologia.

O mais surpreendente nisto tudo é que agora existem empresas que possuem o poder econômico equivalente ao de países inteiros, com um grau altíssimo de assimilação da tecnologia, a ponto que, uma empresa colocou em órbita uma nave de carga. Foi o primeiro voo comercial que foi ao espaço.

Estamos num novo patamar de tecnologia que nos permite popularizar o acesso ao espaço. Você ficou chocado? O objetivo sempre é criar novos mercados para que uma grande massa possa ter acesso a novos produtos e serviços.

A escala de aprendizado e novos usos das tecnologias existentes não param e levarão a novos produtos e serviços em escala jamais imaginada. Precisamos estar preparados para lidar com esta profusão tecnológica.

O que você pode ou deve fazer a respeito?

Crise de Autoridade

O mundo hoje vive uma crise de autoridade. Filhos não respeitam pais, pais não respeitam leis e autoridades, as próprias autoridades se corromperam.

Como chegamos a esta situação?

Atualmente, todos querem ser independentes e não obedecer a ninguém, pensando que assim serão livres e farão o que querem. E a felicidade e liberdade que eram para vir não chegam. A pessoa parece ficar com um vazio interior. Deveria estar feliz por seguir o que deseja, e, de fato, faz o que deseja, sem obedecer a ninguém a não ser sua vontade, mas não chega lá.

Esta crise começou a muito tempo. Vamos rever algo que está escrito desde que o povo judeu saiu do Egito. Naquela oportunidade Jeová - o Deus dos judeus - disse que seria quem estaria governando o povo. Diz a bíblia que Ele desejava que o povo seguisse Suas orientações.

Em seguida a própria bíblia diz que este mesmo povo desejou ter um Rei humano. Saul foi coroado rei. Era um homem alto e forte, um protótipo de um bom rei aos olhos humanos, mas sua índole não era como seu aspecto. Esta era fraca e pequena, algo bastante antagônico em relação aos olhos humanos. Não é a toa que Deus diz pelo profeta de que Ele vê o coração e os homens o aspecto.

Bom, em pouco tempo este bom rei aos olhos humanos estava sendo rebelde. Isto mesmo! Só podemos ter autoridade quando estamos debaixo de autoridade. Saul não se sujeitou a estar debaixo da autoridade de Deus e tampouco de Samuel, o profeta daquele tempo.

Aí está! Quebrar a linha de autoridade parece ser um caminho de felicidade, mas ao contrário, deixa-nos vulneráveis e repreensíveis.

Diria que é algo semelhante à queda do homem no Jardim do Éden. Também foi uma rebeldia, sairam de debaixo da proteção de Deus para seguir outro caminho.

Em seguida veio Davi. Um rapaz franzino, tanto que a armadura de Saul não lhe serviu na oportunidade que foi contra Golias, portanto, fisicamente inadequado, mas como Deus olhou o interior, este mostrou-se digno de muita autoridade, como de fato no futuro recebeu.

Chegou ao ponto em que Davi tinha a oportunidade de matar Saul e assumir o trono, mas preferiu não fazê-lo. Sabia que, mesmo estando Saul em rebeldia, este ainda estava investido de autoridade por Deus. Esta atitude é peculiar, pois, uma autoridade estava fora de seu caminho estabelecido, mas foi respeitada.

Jesus reitera esta posição quando diz: "Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus.". De certa forma diz que devemos respeitar as autoridades, e este mesmo Cesar e suas autoridades delegadas foram os executores de Jesus.

Mais do que isto, Jesus diante de Pôncio Pilatos diz que a autoridade deste havia sido dada por outro, que não era dele próprio. Sendo portanto uma autoridade corrompida, Jesus poderia ter se furtado a obedecê-lo, mas não o fez. Jesus se submeteu a todas as autoridades humanas, em Deus ou não, não fez distinção entre elas.

Abraão foi outro exemplo interessante de boa autoridade. Recebeu uma ordem expressa de sair de sua parentela e ir por um caminho desconhecido. O caminho de obediência trilhado por ele o levou a receber uma promessa maravilhosa por parte de Deus.

Marido e mulher. A bíblia diz que o marido é o cabeça do casal e a mulher deve viver em submissão ao seu marido. Muitos pensam e agem de uma maneira bastante radical em relação a este tema. Meu pensamento é que sub-missão significa uma missão conjugada à missão principal, ou seja, há uma missão e a esposa é a auxiliadora para chegar lá, atingir o objetivo, enfim, terem a vitória.

Quando esta linha de autoridade é quebrada, cada um deseja sua própria vontade, e tudo começa a desandar no relacionamento. Por outro lado, quando está em harmonia e obediência, ao invés de ficarem limitados por esta decisão, ficam na verdade livres para poderem realizar coisas maiores do que fariam antes.

Quer dizer, seguir a orientação da autoridade instituída vai nos fazer trilhar um bom caminho e ressuscita sonhos já esquecidos ou desprezados.

Há uma benção de Deus sobre aqueles que respeitam a autoridade.

Vamos ao âmago da questão. O que Lúcifer lutou e luta é contra a autoridade de Deus, portanto, um rebelde por natureza, e procura levar outros a irem pelo mesmo caminho, com a promessa de vida melhor.

Jesus mesmo, quando veio a esta terra, veio com o único propósito de fazer a vontade do Pai, ou seja, mostrar a todo o universo de seres espirituais e carnais de que é possível viver em obediência a Deus e ser vitorioso, aliás, de que este é o único caminho para a vitória nesta vida e na vindoura.

Não é de admirar que Satanás alicie autoridades, pois deseja perverter a autoridade desde o início, e assim, realizar seu intento. Tentou isto com o próprio Jesus, ao qual lhe pediu que se prostrasse diante dele. Muitas autoridades caem diante deste aliciamento maligno, pois as promessas são grandes: dinheiro, status e sexo. Aliás, parece que estes três elementos sempre estão por detrás dos escândalos envolvendo autoridades.

O que muda de uma pessoa para outra é a índole. Alguns possuem boa índole, outros parecem ser dotados de má índole. Ou melhor dizendo, uns possuem uma alma (vontade) mais forte e não são subjugados pelos desejos da carne, enquanto outro tanto, a maioria por sinal, deixam-se levar pelo seu desejo carnal.

E pensam algo mais ou menos como: "Por que sofrer sendo correto se posso viver bem dando um jeitinho?".

A carne atua sobre eles e os comanda, levando-os a fazer a vontade do seu próprio coração e não a vontade do Pai, como Jesus fazia.

No limite posso dizer que passam a ser agentes do mal, tanto quanto os anjos decaídos, pois tornam-se pessoas decaídas, que passam a seguir sua própria vontade.

Não é a toa que o livro de Apocalipse diz que o nos últimos tempos o amor de muitos esfriaria. Claro, se Deus é amor e as pessoas estão distantes Dele, naturalmente desenvolvem o oposto do amor. E é exatamente o que vemos acontecendo hoje no mundo.

As pessoas querem independência e tudo para sí - egoísmo, e nada parece melhorar, muito ao contrário, piora continuamente.

Não há outro caminho. Ou nos convertemos completamente à autoridade de Jesus em nossas vidas, ou estaremos caminhando na direção oposta à que desejamos, e o fim será inevitável - morte eterna.

E você, o que fará a respeito?

O seu cliente na ponta dos dedos

No início de ano, o que mais se lê são previsões. Algumas podem até ser bastante fantasiosas, mas a maioria é baseada em tendências e hábitos de consumo. Assim, me proponho – neste artigo – a analisar algumas delas e como irão afetar o comportamento do consumidor e do lojista, que deseja que mais e mais clientes venham ao seu estabelecimento comercial.

Observamos que tem havido um aumento significativo do uso de netbook, PDAs e de tablets. Tudo começou com o lançamento de notebooks menores para atender uma demanda do mercado. Paralelamente, ocorria o lançamento do iPhone, um misto de telefone e PDA. E todos saíram em busca de inovações que pudessem fazer frente ao lançamento da Apple. Quando o mercado já estava bem engajado, foi lançado o iPad. Um novo conceito de produto que criou todo o segmento dos tablets, que possuem uma série de vantagens: ligam e desligam com um simples toque, têm bateria de longa duração, são leves, podem ser conectados à internet e são simples de operar.

E com isso, os tablets estão ganhando o mundo. Se você abrir jornais e revistas especializadas, verá múltiplos novos usos para eles. Estão embutindo o produto em todo tipo de aparelho. Já vi fotos de uma chopeira somente com a torneira e um iPad conectado a ela, mostrando dados sobre o preço, quanto está sendo colocado no copo e qualidade do produto, entre outras coisas. Visualmente fica ótimo, tem interação com o cliente pelo toque. É um novo universo e uma nova forma de interagir com os dispositivos.

O fato é que todo mundo deseja ter um destes na mão ou usar uma nova aplicação para atrair seus clientes. Estes lançamentos de mercado estão, portanto, gerando mudanças profundas no comportamento do consumidor que, por sua vez, irão refletir no mercado de Automação Comercial, como veremos mais adiante.

Então, poderíamos dizer que, sem sombra de dúvidas, entramos na era Pós-PC. Afinal, não há mais razões para que um usuário doméstico comum utilize um PC, uma vez que pode fazer uso, de forma muito mais prática e móvel, de notebooks, netbooks e tablets. Até para entretenimento, é preferível ter um videogame moderno, como: Xbox 360 com Kinect, Wii e outros.

Nas empresas, provavelmente ainda teremos PC nas estações de trabalho dos desenvolvedores de aplicação, talvez nos call-centers e outras posições administrativas. Entretanto, com a mudança que foi introduzida por estas transformações na forma de uso dos computadores, talvez seja mais vantajoso utilizar outro tipo de produto. E o que vai acontecer quando os usuários domésticos não comprarem mais PCs? A indústria desses equipamentos irá sofrer e de acordo com a lei natural de mercado, os preços irão subir e as empresas que dependem do uso desses equipamentos para algumas funções, terão que buscar alternativas de menor custo para realizarem suas tarefas.

Esse é o caso da Automação Comercial no Brasil. Aqui é utilizado PC no Ponto-De-Venda (PDV), enquanto internacionalmente é bem diferente. Se observarmos em outros países, não veremos PCs no PDV, mas sim equipamentos desenvolvidos especificamente para esta função. Creio que o uso do PC no PDV, localmente, deve-se à alta carga de impostos, que tornava proibitivo o uso de equipamentos mais modernos e específicos.

Mas, com o aumento de custos que recairá sobre o PC, não restará alternativa senão migrar de solução. E isso é bastante crítico, pois todas as aplicações comerciais (PAF-ECF) aqui no Brasil são desenvolvidas com base nesse tipo de produto. O lojista / empresário terá que buscar uma opção que preserve seus investimentos já realizados.

Mas já há alternativa para isto. O mercado brasileiro dispõe de diversos fornecedores de produtos específicos para uso no PDV. Há inúmeras CPUs do tipo PC de tamanho reduzido e com todas as interfaces necessárias para a Automação Comercial, como por exemplo: ECF, Leitor de Código de Barras, Display de Cliente, etc.

Há outros produtos ainda mais modernos, denominados ALL-IN-ONE, que trazem CPU e vídeo integrados e, normalmente, com tela sensível ao toque, chamadas touch-screen, seguindo a tendência mundial. E, se as pessoas usam o toque num dispositivo pessoal, logo, estarão aptas e treinadas para utilizar um PDV touch-screen nas empresas. Isso levará a uma diminuição dos custos de treinamento nas funções de trabalho.

Com a popularização dos dispositivos pessoais do tipo PDA e tablet, haverá cada dia mais a necessidade de conexão à internet por rede sem fio. Pesquisas recentes, como a do NPD Group, mostram que as vendas de tablet somente com Wi-Fi estão aumentando, já alcançando o patamar de 65% do total de vendas. Os motivos para isso são vários e o principal é o custo.

Se juntarmos estes cenários e pensarmos em um restaurante, por exemplo, os clientes acostumados com estas tecnologias e que possuem um tablet com conexão Wi-Fi, certamente, gostariam de dispor de uma rede sem fio para conectar seus dispositivos enquanto conversam, para inclusive acessarem informações sobre seu time de futebol ou tirarem dúvidas de última hora. Os clientes deixarão de ir a locais nos quais não podem usufruir deste serviço, preferindo o mesmo tipo de comércio em que podem fazer uso de seus dispositivos sem fio, sem custo ou de maneira prática.

E isso abre um espaço também para os lojistas, que podem estender essa comodidade a sua equipe, provendo a tecnologia a seus garçons que podem utilizar um device móvel para mostrar o menu da casa e realizar a entrada de pedidos, tudo integrado ao PDV ALL-IN-ONE do caixa. E, para preservar investimentos nos sistemas PAF-ECF existentes, estes produtos podem todos rodar o sistema Windows, sendo o Windows 7 no caixa e o Windows 8 no tablet. Posteriormente, pode-se até unificar estes sistemas, mas, de qualquer forma, utiliza-se ao máximo os investimentos já realizados e se obtém o máximo de retorno da nova tecnologia.

Talvez isto tudo possa parecer um futuro distante para alguns, mas é assim que funciona um Tsunami, por exemplo. Quando em alto mar, parece apenas uma pequena marola, mas, quando chega a terra, toma proporções incríveis. O mercado está em transição e quem não estiver preparado poderá assustar-se e perder o cliente para o estabelecimento do lado, que aprendeu antes dele que o futuro está na ponta dos dedos.

* Luis Antonio Luize é especialista em tecnologia para o varejo da Bematech S/A

Artigo publicado na revista Dirigente Lojista de março/2012, páginas 22 e 23.